
“Sob o teto, pedaços de sonhos em meu quarto dançam.
Como num quebra-cabeça, tentam se unir ao improvável.
Assim como em meus dias, há um encaixe com elos de monotonia.
Tateiam um espaço para chamar de seu,
mas desmontam-se na contramão de meus anseios.
E, refém de minhas lembranças, reluto a despertar deste momento,
visto ser ímpar, estar eu lá sobre cores de inverno faz-me
suspirar num ritmo intercalado, que trás em meu coração uma
sonoridade de batidas já por mim bem conhecidas.
Entretanto, ao chegar o dia, raios de luz tocam minhas cortinas e vejo
pedaços que não se completaram e, que estranhamente,
não sussurram seu nome. Gritam meus desejos.
Sonhos que ainda não me tiraram.”
Um comentário:
Meu primeiro poema. Antigas frases; mesmos sentimentos.
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