
"Caindo em busca de esperança,
doce lágrima escorre pelo meu rosto.
Digo para ela: "Por que rolas, se nem mesmo
desta forma ele irá voltar?"
Mas continuo a chorar, pois meu corpo
está disposto a me contrariar de todas as formas.
Neste instante, ele está a me chantagear,
dizendo que não me deixará dormir se
eu não for te procurar.
Explico que não posso fazer tal vontade,
apesar de preservar em mim um sentimento
de incondicional amorosidade.
Contudo, meu corpo persiste a me ignorar.
Argumenta que sou covarde e exige uma
maneira de te trazer para perto de mim.
Como última saída, agarro meu travesseiro e me
lembro do teu beijo e, quase que de forma
anestésica, meu coração se alegra e tudo por
entre minhas veias corre em inebriante calmaria.
De recompensa, ganho sonhos de amor, eu, você, juntos.
Por fim, mais um dia se encerra.
No qual enganei minha solidão,
deixei de brigar comigo mesma e,
simplesmente segui como o de costume:
segui, involuntariamente, a te amar."
